Faturamento do Comércio Eletrônico em 2013


O que é o WebShoppers?

Faturamento do Comércio Eletrônico em 2013O WebShoppers é uma iniciativa da e–bit e tem como objetivo buscar informações sobre o comportamento de compras dos internautas brasileiros e sua relação com o e-commerce, demonstrando em números toda a evolução do comércio eletrônico nacional.

O WebShoppers está em sua 29ª edição.

Mas quem é a e-bit? Presente no mercado desde janeiro de 2000, a e-bit se tornou uma empresa especializada em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

Então, vamos ao cenário do comércio eletrônico brasileiro em 2013.

Números

  • O comércio eletrônico brasileiro faturou 28,8  bilhões de reais em 2013;
  • Obteve crescimento  de 28% em relação ao resultado de 2012;
  • Foram realizados 88,3 milhões de pedidos – número 32% maior que em 2012;
  • O evento Black Friday registrou mais um recorde de vendas com um faturamento de 770 milhões em apenas 1 dia.

Comportamento

  • Conquistou 9,1 milhões de novos e-consumidores;
  • O  ticket médio foi de 327 reais, número inferior a 2012 que registrou um ticket de 342 reais;
  • Já somos 51,3 milhões de consumidores online.

Ranking das Categorias (volume de pedidos)

  1. Moda & Acessórios (19%) x (12,2%) 2012;
  2. Saúde, Beleza e Medicamentos (18%) x (12%) 2012;
  3. Eletrodomésticos (10%) x (12,4%) 2012;
  4. Livros, Assinaturas e Revistas (9%);
  5. Informática (7%) x  (9,1%) 2012.

Faturamento do Comércio Eletrônico em 2013– A categoria Moda & Acessórios se consolidou na 1a posição em 2013.

– A categoria Livros voltou a ocupar o ranking das tops 5, já que em 2012 não apareceu.

– A categoria Casa e Decoração que apareceu pela primeira vez  no ranking de 2012 com  a 5a posição, perdeu força e ocupou  a 7a posição com 6%.

– A expectativa de crescimento é para a categoria Eletrônicos com a venda de TVs no ano da Copa do Mundo. A categoria ficou em 8a posição registrando 5%.

Frete

Houve queda na oferta de frete grátis, que passou de 58%, em dezembro de 2012, para 50%, em dezembro de 2013.

Mobile Commerce

É realidade… e os números continuam crescendo, embora muitas lojas virtuais ainda não possuam uma versão mobile.

Janeiro de 2012 (0,8%) – Janeiro de 2013 (2,5%) – Dezembro de 2013 (4,8%)

Em um estudo feito pela Tata Consultancy Services está previsto um crescimento de 35% do m-commerce na América Latina em até 2015.

> Crescimento para 2014

A expectativa da e-bit para 2014 é que o setor alcance um faturamento ao redor de 34,6 bilhões de reais representando um crescimento de 20%.

Confira o relatório completo do WebShoppers 29a edição!

Versão em PDF 🙂

Anúncios

Modelo AIDA no e-commerce


Quando um cliente é impactado por uma divulgação de loja virtual e decide clicar nela, acontecem 4 comportamentos “básicos” por parte do e-consumidor em relação a uma compra online.

Modelo AIDA no e-commerce

O Modelo AIDA no e-commerce (na minha interpretação), poderia ser classificado desta maneira:

  1. A Busca (Atenção)

Pulando a fase em que o consumidor já foi fisgado pela propaganda “um banner, link…” (que seria uma outra história), vamos prosseguir com o usuário dentro do site. Neste momento, podemos relacionar a taxa de Bounce Rate (rejeição) do site. Então, o cliente potencial já está na sua loja virtual e procura por algo que traga uma identificação com o produto/serviço oferecido. O que você tem de bom pra mim? Você tem a marca que eu uso? Tem o meu estilo? Tem promoções? As tendências do mercado?

O cliente responde a estas perguntas em segundos, num simples olhar: no layout da loja, na comunicação dos banners, na seleção de produtos, nas categorias, filtros disponíveis, ou sendo mais preciso indo para a busca= “Digite aqui o que você procura“.

O campo de busca deve ser visível no site (não é novidade) e  com sua principal função bem resolvida; trazer resultado relevante para o usuário. Uma busca com resultados confusos, desordenados ou com erros pode dar fim a este contato que mal começou. Sim, uma página sem resultado também deve trazer uma página inteligente e otimizada.

Depois de explorar a loja usando os filtros, navegando nas categorias e conhecendo as opções de produtos e/ou serviços, o cliente encontra um elo/link que vai de encontro com suas necessidades/preferências.

  1. A Escolha (Interesse)

Neste momento o produto (vamos exemplificar com produto) ganha importância e deve trazer consigo toda a relevância para o consumidor. Fotos nítidas, com bons ângulos, efeito ZOOM e posicionamentos que transmitam a sensação mais próxima da realidade.  

As informações técnicas dos produtos, uma dica de como usar, ou até mesmo um LOOK (no caso de Moda)  incluindo a peça e outros acessórios auxiliam na persuasão de compra, além da  opinião e avaliação de outros clientes que já compraram o item. Os campos de escolha da cor e tamanho devem ser claros e com carregamento ágil para que o cliente não perca o foco neste momento.

A página do produto é a menina dos olhos, pois nela deve-se concentrar todas as respostas que um vendedor físico daria para um cliente com dúvida e/ou num momento de persuasão.

  1. A Decisão (Desejo)

Até aqui o consumidor fez as avaliações de acordo com seu momento de compra, necessidade do produto, benefícios oferecidos, descontos atraentes, prazos de entrega, condições de frete e até de status pessoal.

Então, finalmente encontra motivos que despertam o desejo pelo produto. Pronto! Metade do processo foi concluído e a outra parte fica para depois do botão comprar, onde há o “abandono de carrinho de compras“.

  1. A Compra (Ação)

Nesta fase, o cliente passa pela questão emocional ou racional de compra, e as etapas devem  ser rápidos para não causar a dispersão.

A tela de novo cadastro ou de login devem ser simples e lógicas.  Um cadastro muito extenso pode despertar o desinteresse do cliente que ainda tenha o mínimo de dúvida  da compra. A página de login deve sempre disponibilizar a opção de envio de senha, pois muitos clientes não se lembram de suas senhas, e o envio da notificação de senha deve ser imediato, embora alguns sites enviem estas notificações para o Spam.

Passando por este momento, alguns e-commerces tornam confusa a tela de escolha de endereço, onde focam mais a “nova opção de entrega” do que a opção de endereço atual “confirmar endereço”.

As opções de pagamento devem ser “elásticas”, pois não dá pra “adivinhar” se o cliente vai usar um Sorocred ou PayPal, e muito menos calcular quantas vendas você perde na falta de um deles.

Os e-consumidores esperam que os sites estejam disponíveis 24 horas por dia e 7 dias por semana. A lentidão no carregamento desta página ou de qualquer outra página de um site representam perdas (para a Amazon 1 segundo a mais no carregamento de uma página custa 10% das suas vendas), e todo o trabalho se reflete na conversão, pois o cliente quer agilidade…  ou vai em busca de seu concorrente. E quantos não vão???

Ps:. Atenção, Interesse, Desejo e Ação são processos do modelo AIDA que traduzem o comportamento de compra do ser humano, e foi desenvolvido por ST. Elmo Lewis em 1898.

Renata Reis

Lançamento – Loja Virtual M.A.C


Depois de alguns meses, voltei rapidinho para atualizar o blog e deixar uma breve opinião sobre o lançamento do site da M.A.C que acabei de ver.

A loja virtual  foi lançada no dia 30/01/14 no Brasil. A famosa marca de maquiagem utilizou como estratégia de lançamento uma combinação perfeita para o marketing: Exclusividade de uma linha de produtos + Assinatura de uma personalidade (cantora Rihanna) e uma outra estratégia muito usada no comércio eletrônico e que agrada aos e-consumidores ; o Frete Grátis.

Lançamento - Loja Virtual M.A.C

Falando em inovações, o e-commerce da M.A.C  trouxe alguns recursos para auxiliar as mulheres com dúvidas no processo de compra de maquiagens. No menu ENCONTRE SEU PRODUTO, é possível fazer buscas e obter as classificações para o uso auxiliando na decisão de compra = marketing!

As opções são estas:

  1. Buscar por tipo de pincel filtrando por área, uso, cerdas…
  2. As máscaras estão classificadas de acordo com os benefícios procurados: volume, definição, curvatura,  a prova d´água…
  3. Para escolher uma base, existem 3 passos para a indicação do produto ideal:  cobertura, acabamento e cor de pele.
  4. Com a paleta de cores a consumidora pode arrastar as cores e fazer comparações entre uma cor e outra, lado a lado…

O site também traz tutoriais em vídeo com a indicação dos produtos usados pelos maquiadores.

Recursos adequadíssimos, focados nas necessidades da consumidora de maquiagem, porém a usabilidade e layout do site estão fora dos padrões brasileiros, e o site acaba sendo simples demais para o glamour da marca e perde o encanto do clique.  Vamos ver em quanto tempo surgirá um “Relançamento” mais adequado para as e-consumidoras brasileiras.

Para encerrar, algo que achei curioso foi o “Aceite de Termos e Condições”  para prosseguir para a tela de pagamento… 😦

Renata Reis