E-commerce: Faturamento do 1o Semestre 2014


E-commerce: Faturamento do 1o Semestre 2014

O que é o WebShoppers?

O WebShoppers é uma iniciativa da e–bit e tem como objetivo buscar informações sobre o comportamento de compras dos internautas brasileiros, demonstrando em números toda a evolução do comércio eletrônico nacional. O WebShoppers está em sua 30ª edição.

Vamos aos resultados?!

Números

  • O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 16,06 bilhões de reais no 1o semestre de 2014;
  • Obteve crescimento de 26% em relação ao resultado do mesmo período de 2013;
  • Registrou 48,17  milhões de pedidos – 36% superior a 2013.

Comportamento

  • Conquistou 5,06 milhões de novos e-consumidores – crescimento de 27%;
  • O ticket médio mais uma vez apresentou queda – fechando em 333,40 reais;
  • Foram 25,05 milhões de consumidores online neste semestre.

Ranking das Categorias (pedidos)

  1. Moda & Acessórios 18%;
  2. Cosméticos, Perfumaria e Saúde 16%;
  3. Eletrodomésticos 11%;
  4. Livros, assinaturas de revistas e jornais 8%;
  5. Telefonia – Informática 7%.

Sem muitas novidades, a Categoria Moda & Acessórios continua liderando o ranking das categorias com maior volume de pedidos.

> Copa

A Categoria Eletrônicos ficou na 8a posição com 6% do volume de pedidos.

O Webshoopers do período anterior não relatou a posição da categoria, porém em 2013  a categoria eletrônicos ficou na 8a com 5% do volume de pedidos.

Mobile Commerce

  • As vendas a partir de dispositivos móveis já representam 7% neste semestre – um crescimento de 84% em um ano;
  • Número de pedidos: 2,89 milhões;
  • Ticket médio reduziu  11% – sendo de 391 reais;
  • Faturamento: 1,13 bilhão contra 560 bilhões em 2013.

> Perfil do consumidor

  • 57% são mulheres;
  • 39% com faixa etária de 35 a 49 anos;
  • 64% classes A e B –  25% C e D – 11 % sem informação;
  • Moda e Acessórios (17,5%), Cosméticos, Perfumaria e Saúde (17,4%) e Eletrodomésticos (11,1%).

Crescimento para o 2o semestre de 2014

A expectativa é que o comércio eletrônico fature R$ 35 bilhões no ano de 2014, registrando um crescimento de 21% com 63 milhões de e-consumidores e 104 milhões de pedidos.

Confira o relatório completo do WebShoppers 30a edição!

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Modelo AIDA no e-commerce


Quando um cliente é impactado por uma divulgação de loja virtual e decide clicar nela, acontecem 4 comportamentos “básicos” por parte do e-consumidor em relação a uma compra online.

Modelo AIDA no e-commerce

O Modelo AIDA no e-commerce (na minha interpretação), poderia ser classificado desta maneira:

  1. A Busca (Atenção)

Pulando a fase em que o consumidor já foi fisgado pela propaganda “um banner, link…” (que seria uma outra história), vamos prosseguir com o usuário dentro do site. Neste momento, podemos relacionar a taxa de Bounce Rate (rejeição) do site. Então, o cliente potencial já está na sua loja virtual e procura por algo que traga uma identificação com o produto/serviço oferecido. O que você tem de bom pra mim? Você tem a marca que eu uso? Tem o meu estilo? Tem promoções? As tendências do mercado?

O cliente responde a estas perguntas em segundos, num simples olhar: no layout da loja, na comunicação dos banners, na seleção de produtos, nas categorias, filtros disponíveis, ou sendo mais preciso indo para a busca= “Digite aqui o que você procura“.

O campo de busca deve ser visível no site (não é novidade) e  com sua principal função bem resolvida; trazer resultado relevante para o usuário. Uma busca com resultados confusos, desordenados ou com erros pode dar fim a este contato que mal começou. Sim, uma página sem resultado também deve trazer uma página inteligente e otimizada.

Depois de explorar a loja usando os filtros, navegando nas categorias e conhecendo as opções de produtos e/ou serviços, o cliente encontra um elo/link que vai de encontro com suas necessidades/preferências.

  1. A Escolha (Interesse)

Neste momento o produto (vamos exemplificar com produto) ganha importância e deve trazer consigo toda a relevância para o consumidor. Fotos nítidas, com bons ângulos, efeito ZOOM e posicionamentos que transmitam a sensação mais próxima da realidade.  

As informações técnicas dos produtos, uma dica de como usar, ou até mesmo um LOOK (no caso de Moda)  incluindo a peça e outros acessórios auxiliam na persuasão de compra, além da  opinião e avaliação de outros clientes que já compraram o item. Os campos de escolha da cor e tamanho devem ser claros e com carregamento ágil para que o cliente não perca o foco neste momento.

A página do produto é a menina dos olhos, pois nela deve-se concentrar todas as respostas que um vendedor físico daria para um cliente com dúvida e/ou num momento de persuasão.

  1. A Decisão (Desejo)

Até aqui o consumidor fez as avaliações de acordo com seu momento de compra, necessidade do produto, benefícios oferecidos, descontos atraentes, prazos de entrega, condições de frete e até de status pessoal.

Então, finalmente encontra motivos que despertam o desejo pelo produto. Pronto! Metade do processo foi concluído e a outra parte fica para depois do botão comprar, onde há o “abandono de carrinho de compras“.

  1. A Compra (Ação)

Nesta fase, o cliente passa pela questão emocional ou racional de compra, e as etapas devem  ser rápidos para não causar a dispersão.

A tela de novo cadastro ou de login devem ser simples e lógicas.  Um cadastro muito extenso pode despertar o desinteresse do cliente que ainda tenha o mínimo de dúvida  da compra. A página de login deve sempre disponibilizar a opção de envio de senha, pois muitos clientes não se lembram de suas senhas, e o envio da notificação de senha deve ser imediato, embora alguns sites enviem estas notificações para o Spam.

Passando por este momento, alguns e-commerces tornam confusa a tela de escolha de endereço, onde focam mais a “nova opção de entrega” do que a opção de endereço atual “confirmar endereço”.

As opções de pagamento devem ser “elásticas”, pois não dá pra “adivinhar” se o cliente vai usar um Sorocred ou PayPal, e muito menos calcular quantas vendas você perde na falta de um deles.

Os e-consumidores esperam que os sites estejam disponíveis 24 horas por dia e 7 dias por semana. A lentidão no carregamento desta página ou de qualquer outra página de um site representam perdas (para a Amazon 1 segundo a mais no carregamento de uma página custa 10% das suas vendas), e todo o trabalho se reflete na conversão, pois o cliente quer agilidade…  ou vai em busca de seu concorrente. E quantos não vão???

Ps:. Atenção, Interesse, Desejo e Ação são processos do modelo AIDA que traduzem o comportamento de compra do ser humano, e foi desenvolvido por ST. Elmo Lewis em 1898.

Renata Reis

Lançamento – Loja Virtual M.A.C


Depois de alguns meses, voltei rapidinho para atualizar o blog e deixar uma breve opinião sobre o lançamento do site da M.A.C que acabei de ver.

A loja virtual  foi lançada no dia 30/01/14 no Brasil. A famosa marca de maquiagem utilizou como estratégia de lançamento uma combinação perfeita para o marketing: Exclusividade de uma linha de produtos + Assinatura de uma personalidade (cantora Rihanna) e uma outra estratégia muito usada no comércio eletrônico e que agrada aos e-consumidores ; o Frete Grátis.

Lançamento - Loja Virtual M.A.C

Falando em inovações, o e-commerce da M.A.C  trouxe alguns recursos para auxiliar as mulheres com dúvidas no processo de compra de maquiagens. No menu ENCONTRE SEU PRODUTO, é possível fazer buscas e obter as classificações para o uso auxiliando na decisão de compra = marketing!

As opções são estas:

  1. Buscar por tipo de pincel filtrando por área, uso, cerdas…
  2. As máscaras estão classificadas de acordo com os benefícios procurados: volume, definição, curvatura,  a prova d´água…
  3. Para escolher uma base, existem 3 passos para a indicação do produto ideal:  cobertura, acabamento e cor de pele.
  4. Com a paleta de cores a consumidora pode arrastar as cores e fazer comparações entre uma cor e outra, lado a lado…

O site também traz tutoriais em vídeo com a indicação dos produtos usados pelos maquiadores.

Recursos adequadíssimos, focados nas necessidades da consumidora de maquiagem, porém a usabilidade e layout do site estão fora dos padrões brasileiros, e o site acaba sendo simples demais para o glamour da marca e perde o encanto do clique.  Vamos ver em quanto tempo surgirá um “Relançamento” mais adequado para as e-consumidoras brasileiras.

Para encerrar, algo que achei curioso foi o “Aceite de Termos e Condições”  para prosseguir para a tela de pagamento… 😦

Renata Reis