Frete – Marketing ou Antimarketing?


Frete–Marketing-ou-Antimarketing… E quantas vezes você abandonou o carrinho de compras porque teria que pagar o frete? 

Buscando incentivar as vendas  e oferecer a entrega gratuita aos consumidores online, o site Busca Descontos está organizando o “Dia do Frete Grátis”. Evento que acontecerá no dia 12 de abril no Brasil – originalmente surgido nos Estados Unidos como Free Shipping Day

Não é novidade que o Frete Grátis influencia, e muito, nas vendas de uma loja virtual e que não somente nesta data é oferecido aos e-consumidores, pois a isenção do frete é uma das estratégias mais “básicas” e que geram conversões imediatas para as  lojas virtuais. Fato que,  no  “Dia do Frete Grátis” espera-se um aumento de 20% nas vendas das lojas virtuais participantes… e mais números virão para o faturamento do comércio eletrônico brasileiro no 1o semestre.

Outra certeza, o e-consumidor não quer pagar o Frete!

Muitos clientes/consumidores chegam a enviar  e-mails e recados nas redes sociais pedindo pela bonificação do frete, e muitos fazem até chantagens do tipo: “Só compro com vocês”, “Sou cliente fiel”, etc… e quando você busca pelo cadastro do cliente, ele nem existe “ainda”.

Frete–Marketing-ou-Antimarketing

Ao optar por comprar 1 esmalte (beleza/moda) por R$ 15,90, o cliente não quer e não aceita pagar por R$ 8,00 de frete. O valor final seria superior ao de uma loja física – o que tiraria toda a lógica da comodidade virtual. Neste cenário, provavelmente o cliente optaria por buscar pessoalmente o produto numa perfumaria, e ainda,  não esperar pelos X dias de entrega. Certo?

Então:

– Quantas vendas se perdem pela cobrança do Frete?

– Quantos clientes realmente enchem seus carrinhos para atingir o valor mínimo de compra para garantir o Frete Grátis?

– Por que o cliente online ainda resiste ao pagamento do Frete?

– Qual o custo do Frete nos seus negócios?

– Qual é a Estratégia de Frete no seu e-commerce?

Estas e outras perguntas são respondidas com a rotina de Campanhas de Frete Grátis que servem como apoio para muitas lojas aumentarem suas vendas,  atingirem suas metas, girarem seus estoques e incentivarem também o giro de produtos com tickets menores (meia, esmalte, batom, calcinha, etc.).

Um incentivo interessante é fixar um valor único ao frete. Essa  estratégia pode conquistar e fidelizar o cliente estimulando a frequência de compra, como faz a  Brave Menswear com o frete de R$ 2,99 para todo o Brasil.

Hoje, muitas lojas disponibilizam o cálculo do valor de frete na página do produto, o que pode levar a uma desistência prematura, pois a estratégia deve estar definida lá atrás,  nas margens, nos custos ou no PDV. É muito bom encontrar uma loja virtual inteira com Frete Grátis, certo? Sim, mas alguém paga esta conta. Os valores estão ocultos, mas o Frete Grátis do cliente, está lá, no topo/header!

Eu já desisti de muitas compras por causa de frete, já vi muito frete ser maior que o valor do produto… e também já finalizei compras com 3 carrinhos abertos escolhendo pelo menor frete.

Compra feita por impulso = Marketing

Valor do frete no carrinho = Marketing ou Antimarketing?

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Renata Reis

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Oceano de E-commerces


Concorrência no E-commerceDiante do crescimento da internet e da evolução do comércio eletrônico, o  Brasil vem presenciando diariamente o surgimento de novas lojas virtuais e modelos de negócios online. Este crescimento acelerado, em partes, banaliza o mercado e coloca todos num barco só. Poucos serão capazes de sobreviver neste mercado altamente competitivo.

O comércio eletrônico que conseguir criar bons diferenciais competitivos para seus negócios, alcançará a médio prazo uma posição saudável no mercado frente à concorrência.  O fato é que descontos e brindes não mais fidelizam   os e-consumidores e esta relação está intimamente ligada ao comportamento do novo consumidor, não só pelo social commerce, mas por todo o processo realizado até a entrega do produto ou serviço.

Se fosse abrir uma loja virtual hoje, como você responderia a estas questões:

  • Qual será o meu negócio?
  • Qual mercado quero atingir?
  • Existe demanda para o meu produto ou serviço?
  • Quem são os meus concorrentes?
  • Quem é o meu público alvo?

Mas antes de responder a estas questões, o mais importante seria refletir e responder a pergunta abaixo:

O que vou entregar para o meu cliente?

A identificação e avaliação dos concorrentes (Swot) é fator obrigatório, pois é neste cenário que ficará claro o caminho a percorrer. Quanto mais tentar seguir seu concorrente, mais acirrada será a briga, e a percepção da marca pode ser distorcida dos seus objetivos iniciais. E como garantir a sobrevivência diante da alta concorrência?

A concorrência faz parte do ambiente de marketing = microambiente.  Na teoria, uma empresa deve oferecer mais valor para os seus clientes do que seus concorrentes.

Já não basta criar uma super campanha de Links Patrocinados no Google – que hoje está ao alcance de qualquer um – ou uma massiva presença online em grandes portais – o que é para poucos – pois manter presença em portais de massa exige alto investimento para garantir uma exposição “rentável”.

O ideal seria oferecer diferenciais que saíam do comum e caminhar em busca do tão sonhado Branding Digital, mas branding sob a percepção do consumidor e não dos profissionais de marketing.

O livro “A estratégia do Oceano Azul” traz em sua capa o subtítulo “Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelavante.”

Oceano de E-commercesA inovação não é uma tarefa fácil; além da criatividade, exige muita percepção e know how de mercado. A estratégia utilizada pelas empresas é a mesma, a concentração dos esforços está em  espionar os concorrentes – ações e preços – principalmente para o varejo, e acompanhar as tendências do mercado.  Diante deste ciclo “previsível”, origina-se o oceano vermelho – briga de foices.

Segundo os autores Kim e Mauborgne, existem dois tipos de oceanos no mercado: oceanos vermelhos e azuis. “Os oceanos vermelhos representam  o espaço de mercado existente e conhecido. Já os oceanos azuis abrangem todos os setores não existentes, é o espaço de mercado desconhecido…” Eureka!

O desconhecido assusta, não é fácil encará-lo e explorá-lo. A arte está em incentivar demandas, encontrar nichos e criar valores. Sempre existirá um mar azul a ser explorado, basta não mergulhar de cabeça na sangria dos concorrentes.

Até a próxima 🙂

@_RenataReis_